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16 de jul. de 2009

Se besa y se toca! Pinchame!

A festa estava armada nesta quarta-feira à noite. O Mineirão pintado de azul esperava pelo tricampeonato do Cruzeiro na Copa Libertadores. Mas o Estudiantes não se importou por decidir o título fora de casa, venceu por 2 a 1, de virada, e conquistou a sua quarta taça da competição continental. Depois que o time mineiro abriu o placar no segundo tempo, com o gol de Henrique, a equipe argentina, liderada pelo experiente Verón, foi valente para buscar a vitória com gols de Fernández e Boselli.

A vitória do Estudiantes em Belo Horizonte acabou por frustrar o sonho do Cruzeiro de coroar a boa campanha na competição com o título, que não vem desde 1997 - o primeiro foi em 76. Após eliminar Universidad de Chile, São Paulo e Grêmio nas fases decisivas, a equipe do técnico Adilson Batista acabou parando na boa marcação e no jogo catimbado dos argentinos. Além disso, o nervosismo acabou atrapalhando na busca pelo empate no fim do jogo.

Depois de um primeiro tempo truncado, em que o Estudiantes foi mais perigoso nos contra-ataques, o Cruzeiro conseguiu fazer 1 a 0 logo no início da etapa final, em chute de Henrique que desviou em Desábato. Mas Fernández acabou empatando apenas seis minutos depois, em lance que Fábio falhou na saída, e surpreendentemente conquistou a virada na bola parada. Em escanteio cobrado por Verón, o artilheiro Boselli fez de cabeça e silenciou o Mineirão.

Com o título da Libertadores, o Estudiantes volta a vencer a competição após 39 anos. Além disso, já garante vaga no Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes. A equipe argentina é o quinto time classificado para o torneio. Barcelona, Atlante, do México, Auckland City, da Nova Zelândia, e o anfitrião Al-Ahli, do próprio Emirados, já têm vaga garantida.



O JOGO

Depois de muitos fogos para saudar a entrada do Cruzeiro em campo, a partida já começou pegada. Apesar de os dois times mostrarem disposição para atacar, as faltas duras por parte do Estudiantes e o revide dos jogadores do Cruzeiro davam o tom da decisão no Mineirão. Logo aos quatro minutos, Verón acertou uma cotovelada em Ramires, dando o troco pela que tinha levado do próprio volante no jogo de ida, em La Plata.

A violência, porém, não era punida pelo árbitro Carlos Chandia. O chileno apenas marcava a falta, mas nada de cartão amarelo. Assim também foi com outras entradas duras de Desábato em Wellington Paulista e de Cellay em Kléber. Já com a bola rolando, o Cruzeiro ficava mais com a posse de bola. No entanto, era o Estudiantes que levava mais perigo no contra-ataque.

Com o técnico Dunga e os governadores José Serra e Aécio Neves - torcedor declarado do Cruzeiro - nos camarotes, o time argentino criou a primeira chance de gol na partida aos 21 minutos. Fernández recebeu na área, protegeu bem, e fez o passe por cima para Boselli, que tentou bater cruzado e errou. O atacante pegou apenas de raspão na bola, mandando para a linha de fundo.

O troco do Cruzeiro veio aos 24 minutos, quando Wagner partiu com a bola dominada e fez passe na frente para Wellington Paulista. Mas o atacante cruzeirense não conseguiu dominar e a bola sobrou para a boa saída do goleiro Andújar. Já o Estudiantes voltou a levar perigo aos 32, só que Gérson Magrão apareceu na hora certa para desarmar Boselli já dentro da área.

No restante do primeiro tempo, além da dificuldade do Cruzeiro em tocar a bola no campo de ataque, o único destaque foi a confusão gerada por um desentendimento entre Fernández e Ramires. Depois que o argentino sofreu falta e segurou a bola, o cruzeirense tentou tirá-la dele e mais jogadores de ambos os times chegaram para tirar satisfação. Kléber empurrou Verón pelas costas e os dois foram punidos com o cartão amarelo.

Na saída para o intervalo, os cruzeirenses sabiam que estava difícil chegar ao gol do Estudiantes. "Jogo pegado, nervoso. Tem que colocar a bola no chão e tocar", disse Kléber, que ainda criticou o árbitro. A reclamação foi compartilhada por Wagner. "A gente está tentando chegar pelos lados, toda hora está parando na falta, mas o juiz não está dando nenhuma", afirmou o meia.

O Estudiantes demorou a retornar dos vestiários e, quando voltou, não demorou para ser surpreendido pelo ímpeto do Cruzeiro no ataque, com o claro objetivo de abrir o placar no início do segundo tempo. Ainda encontrando dificuldades para tocar a bola na frente, a alternativa foi o chute de fora da área. E Henrique foi extremamente feliz assim aos seis minutos, quando chutou e a bola desviou na zaga.

Para delírio da torcida cruzeirense que lotava o Mineirão, o volante tentou o arremate colocado e a bola ia na direção de Andújar, mas Desábato não conseguiu sair da trajetória da bola e matou o goleiro do Estudiantes. Na comemoração, o técnico Adilson Batista correu em direção aos jogadores e também fez a festa. O gol animou o Cruzeiro, que ensaiou uma pressão para buscar o segundo.

A equipe mineira só não contava com o empate do Estudiantes no contra-ataque. Com 12 minutos, Verón fez lançamento preciso para Cellay na direita. O zagueiro improvisado na lateral direita cruzou rasteiro e Fábio saiu errado, deixando Fernández livre para só empurrar às redes. A igualdade acabou esfriando o Cruzeiro, que seguiu dando espaços para o time argentino, enquanto não conseguia chegar perto da área adversária.

A situação piorou de vez para a equipe brasileira quando o Estudiantes conseguiu a virada no Mineirão. Aos 27 minutos do segundo tempo, Verón cobrou escanteio da direita na cabeça de Boselli. O artilheiro da Libertadores, com oito gols marcados, subiu mais alto que a zaga do Cruzeiro e cabeceou para o chão, no canto esquerdo de Fábio, sem chances para o goleiro do time mineiro.

Após o gol, Adilson resolveu mudar o ataque do Cruzeiro. Depois que Athirson já tinha entrado no lugar de Wagner, pouco antes de Boselli marcar, Wellington Paulista foi substituído por Thiago Ribeiro. A alteração quase deu certo aos 41 minutos. Mesmo com o time brasileiro nervoso em campo, Thiago Ribeiro pegou a sobra de bola após escanteio e acertou um belo chute, mandando a bola no travessão.

E o atacante ainda teria mais uma chance na sequência. Na cobrança de falta pela direita, o Cruzeiro aproveitou para colocar quase o time inteiro na área. A bola foi alçada, passou por todo mundo e sobrou na segunda trave para Thiago Ribeiro, que tentou desviar e errou por muito, mandando para fora. Sem sucesso na tentativa de buscar o empate e levar a decisão para a prorrogação, o Cruzeiro acabou tendo que ver a festa do Estudiantes no Mineirão.

Cruzeiro - Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Gérson Magrão; Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Athirson); Wellington Paulista (Thiago Ribeiro) e Kléber. Técnico: Adilson Batista

Estudiantes - Andújar; Christian Cellay, Schiavi, Desábato e German Ré; Braña (Sánchez), Pérez, Verón e Benítez (Díaz); Fernández (Calderón) e Boselli. Técnico: Alejandro Sabella

Ficha técnica

Gols - Henrique, aos seis, Fernández, aos 12, e Boselli, aos 27 minutos do segundo tempo
Árbitro - Carlos Chandia (Chile)
Cartões amarelos - Kléber (Cruzeiro); Sánchez, Cellay, Braña e Verón (Estudiantes)
Local - Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público - 64.800 espectadores
Renda - R$ 2.764.366,43

Melhores momentos de Cruzeiro 1x2 Estudiantes

3 de jun. de 2009

Especial Copa do Mundo 2014: os estádios

Já foram confirmadas as cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 que será disputada no Brasil. Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Recife e Fortaleza são as doze capitais escolhidas pela FIFA para sediarem os jogos da competição. Ficaram de fora: Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco. Portanto, resta agora às selecionadas correrem contra o tempo para se moldarem à exigências que a entidade máxima do futebol cobra. Cada cidade terá um estádio para receber as partidas. Alguns precisam ser modernizados; outros devem ser erguidos ainda. Dos doze, somente três são particulares (Morumbi, Beira-Rio e Arena da Baixada). O resto é do Estado. Vamos conhecer então um pouco de cada estádio e seus projetos de transformação aos moldes europeus.

Comecemos de baixo para cima, do sul ao norte brasileiro:

Beira-Rio

O projeto Gigante Para Sempre do Internacional irá cobrir o estádio colorado com uma estrutura metálica, conforme figura acima. Será construído um prédio separado somente para o estacionamento do torcedor, além de também revitalizar a orla do Guaíba. A Avenida Edvaldo Paiva (Beira-Rio) será duplicada para melhor atender à demanda de trânsito. Novos camarotes e suítes seriam instalados no anel inferior do complexo. A previsão de término é 2011.

Custo: R$ 350 milhões
Capacidade: 60 mil espectadores

Arena da Baixada

Um dos projetos mais bonitos dos quais vi. É um dos estádios mais avançados, pois já atende a muitas exigências da FIFA. O projeto visa concluir a cobertura do complexo. A previsão é de que, em 2011, as reformas terminem.

Custo: R$ 150 milhões
Capacidade: 42 mil espectadores

Morumbi

É uma incógnita. Considerado por muitos como um dos estádios mais completos, o Morumbi sofre com algumas dificuldades de engenharia. Já foi até cogitado a construção de um novo complexo em SP. Enfim, no projeto, o estádio são-paulino receberia uma cobertura na arquibancada. Neste caso, o Morumbi seria melhorado mais esteticamente e ganharia melhorias internas. Também está previsto a construção de um prédio para estacionamento, com 4.800 vagas.

Custo: R$ 300 milhões
Capacidade: 67 mil espectadores

Mineirão

O estádio de Minas Gerais é o grande favorito para ser o palco da abertura dos jogos da Copa, caso o Morumbi fique muito para trás quanto às obras. O campo será rebaixado; serão instaladas novas cadeiras; e será coberto. As gerais do estádio também receberão cadeiras. O estacionamento, que já existe, seria ampliado para duas mil vagas. O projeto, um tanto quanto otimista, tem término previsto para ano que vem. Isso mesmo, 2010.

Custo: R$ 300 milhões
Capacidade: 75 mil espectadores

Maracanã

Quase certo que será o palco da grande final da Copa do Mundo de 2014. O Maracanã já fechou em 2007 para ser remodulado. Agora, o estádio ganharia uma nova cobertura e um novo estacionamento, com 3.500 vagas. Além disso, um novo museu do esporte será construído.

Custo: R$ 400 milhões
Capacidade: 87 mil espectadores

Verdão

Um novo estádio será construído em Cuiabá; uma bela arena. Um gigante estacionamento com 15 mil vagas também será construído, bem como centros de treinamentos modernos. Previsão de término em 2012.

Custo: R$ 340 milhões
Capacidade: 40 mil espectadores

Mané Garrincha

O estádio já existe e será modernizado. O complexo será coberto. O estádio atualmente pode receber até 45.000 torcedores. Após as adaptações, a capacidade seria ampliada para 76 mil. Em 2012, as obras serão finalizadas.

Custo: R$ 250 milhões
Capacidade: 76 mil espectadores

Arena Bahia

Como a Fonte Nova, do Bahia, está interditada, ela será quase que implodida pelo Governo do Estado. O projeto, contudo, irá aproveitar 50% do seu anel inferior. Todo anel superior seria novo e teria 36 camarotes. A previsão de término é para 2010.

Custo: R$ 230 milhões
Capacidade: 44 mil espectadores

Arena Recife

Com investimento do Governo de Pernambuco, o projeto de construção de uma nova arena em Recife também visa a criação de um bairro inteiro chamado de "Cidade da Copa", onde ficaria o estádio. A Arena teria camarotes, lojas, restaurantes, centro de convenções, teatro e cinema, além de estacionamento para seis mil veículos. A previsão: 2011.

Custo: R$ 1,6 bilhão
Capacidade: 45 mil espectadores

Arena das Dunas

Disputa com a Arena da Baixada o título de mais belo estádio. A nova arena será erguida numa área de 45 hectares em Natal, onde também haverá hotéis, estacionamentos subterrâneos, prédios comerciais, shoppings e centros administrativos. O complexo será construído por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Assim, a venda dos espaços para comércio e residência - numa área útil de 300 mil m² - vai gerar cerca de R$ 1 bilhão, dinheiro suficiente para bancar o projeto do estádio. Previsão de término: 2011.

Custo: R$ 300 milhões
Capacidade: 65 mil espectadores

Castelão

O Castelão receberá uma moderna cobertura e um estacionamento subterrâneo para 4.200 carros. As arquibancadas serão aproximadas do campo, ficando a cerca de 20 metros de distância. O projeto inclui complexo esportivo ao redor do estádio.

Custo: R$ 400 milhões
Capacidade: 60 mil espectadores

Vivaldão

A capital amazonense receberá uma nova arena para a Copa e esvaziará muito seus cofres para isso acontecer. Um novo complexo com arquiterua moderna será construído onde hoje fica o Estádio Vivaldão. Atualmente, seu público é de 38 mil torcedores. Após as mudanças, o número cresceria em quase 10 mil.

Custo R$ 6 bilhões
Capacidade: 45 mil espectadores