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26 de mai. de 2009

Crise no Fluminense

Cerca de 30 integrantes de uma facção organizada do Fluminense invadiram o treino da equipe na tarde desta terça-feira, nas Laranjeiras. A atividade mal havia começado quando os “torcedores” entraram no gramado e partiram para cima dos jogadores. Na confusão, Diguinho levou um soco no estômago, e o carro do atacante Fred foi atingido.

O volante teria sido agredido por ter respondido de forma pouco elegante a uma pergunta do chefe da facção, que indagou por que Diguinho estava indo sempre a uma boate conhecida da Zona Sul.


- Pô, chega de Baronetti, né? Todo dia lá é f... - disse o agressor.

- Ah, não enche. O dinheiro é meu ou seu? - teria respondido o jogador.

Antes que a situação piorasse, seguranças deram dois tiros para o alto. Para ajudar a manter a ordem, dez policiais militares foram chamados. Após a confusão ser contornada, os jogadores voltaram a treinar, entre eles Diguinho. O coordenador de futebol do clube, Alexandre Farias, e o vice-presidente de futebol, Tote Menezes, tiveram que dar satisfações para os integrantes da facção, que estenderam uma faixa com a frase: “O time não merece a torcida que tem”.

Os principais alvos do protesto, além de Diguinho, foram o apoiador Thiago Neves, bastante ofendido, o zagueiro Edcarlos e o lateral-direito Eduardo Ratinho, "homenageado" com a seguinte faixa: "Se Eduardo Ratinho é jogador, eu sou astronauta". A diretoria soube pela internet que o protesto ia acontecer. Por isso a segurança no clube foi reforçada. Tanto que o homem que atirou não estava identificado com a camisa do Fluminense. Ele foi contratado para trabalhar apenas nesta terça-feira.

Fonte: globoesporte

Nada justifica o ato dos torcedores. Isso deve ser banido do futebol. Porém o Fluminense vive uma fase péssima: nem disputou as finais do Carioca, foi eliminado da Copa do Brasil e fez um início fraco no Brasileirão. É fogo para a torcida. Com o time que tem, não conseguir engrenar é no mínimo incompetência. Talvez quando contratarem um técnico (porque por enquanto o cargo está vago), a equipe comece a melhorar.